28 de janeiro de 2014

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HISTÓRIA 3 O PRIMEIRO ENGANO

Os primeiros  dias   que   Adão   e   Eva    passaram  no   j ardim   do   Éden   devem   ter  sido  sumamente   felizes.  Não  tinham nenhuma  preocupação .   Nenhuma   só  !   Como   se    sentiam   bem!   Quão    sadios    e   vigorosos    eram!     Não    conheciam   a     enfermidade.    Nunca   haviam   sentido   uma    dor    de   cabeça   nem   dor    de    dentes .    Dia   após   dia   acordavam   de   um   sono    reparador,    saudáveis    como   as   flores   dos   campos,    prontos   para  qualquer   coisa.


   A vida lhes era muito prazerosa. Seu trabalho era tão agradável e leve  que o consideravam como um passatempo, porque tudo o que Deus pedira ao homem, ao pô-lo no seu belo jardim-lar, era "o cultivar e guardar". Não havia ervas daninhas, nem espinhos, nem cardos que os molestassem. Não tinham de gastar longas horas levando edifícios nem fazendo roupas. O clima era tão ameno e temperado que não precisavam nem de um nem do outro. E quanto ao alimento, era apenas recolhê-lo, tinham tudo que queriam: as frutas mais escolhidas,  nozes e cereais, ricos em vitaminas vivificantes. De maneira que não necessitavam cozinhar nem lavar. Tal era o primeiro lar do homem, indescritivelmente belo, tranquilo e feliz. E se não houvessem cometido um lamentável engano, Adão e Eva poderiam ainda estar vivendo ali. 
   
  Aquele erro, que no momento parecia tão pequeno e insignificante,  tornou-se o ponto decisivo em suas vidas. Dali em diante, nada voltou a ser como era antes.  

     Aconteceu assim: Eva um dia saiu sozinha para passear pelo jardim. Queria dar mais uma olhada ás esplêndidas árvores do meio do jardim, carregadas de lindos frutos de brilhantes cores.  Por que - perguntava-se a si mesma -  haverá Deus chamado a uma dessas árvores a "árvore do conhecimento de bem e do mal"? Por que lhe faria mal? veria ela comer de seu fruto? Por que lhe faria mal? Parecia estranho que Deus, depois de haver-lhes dado tanto, não lhe desse tudo. Por que reservava para Si uma árvore? Eva, entretanto, não tinha a menor intenção de desobedecer-lhe, pelo menos nesse instante. Ela pensou, sem dúvida, que algum dia Deus lhe explicaria tudo e que certamente tinha boa razão para pedir-lhes isso . 
   Ao voltar-se, talvez, para lançar outros olhar aquela linda árvore,  encheu-se de temor ao ouvir alguém lhe falando. 
     Quem poderia ser? As únicas vozes  que até então ouvira eram a de Deus e a de Adão. Esta, porém, era a voz de outra pessoa. Assombrada, olhou em todas as direções,  mas não viu a ninguém. Então percebeu que a voz provinha de uma serpente. 
    Assombroso! Um animal falando! Esperou para ver se falava de novo.
     E o animal o fez; e sua voz era tão amiga e prazenteira, que dissipou qualquer temor que pudesse haver abrigado. Eva, depois de tudo, achou que era interessante ter alguém com quem conversar, embora não passasse de uma serpente.  
    Quem era essa serpente? Por que podia falar? 
   A Bíblia nos diz que era o "Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo".  Este, que antes era conhecido por Lúcifer, o portador de luz, fora o líder dos anjos, mas se rebelara contra Deus e fora expulso do Céu. Foi então que veio á Terra para vingar-se  de Deus, procurando desfazer seus planos para a felicidade do homem. 
   Esse lindo animal, que falou a Eva num tom muito bondoso e lisonjeiro, lhe disse:
    -- Não mandou Deus não comerem de todas as árvores do paraíso? 
   -- Sim  --  replicou inocentemente Eva. -- Certo. Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse-nos Deus: não comam dele, nem nele toquem, para que não morram. 
   - Não, não morrerão -  disse a serpente, em tom brincalhão, como que afirmando que nada disso acontecia.   Estranho! deve ter pensado Eva. Este ser na verdade está contradizendo a Deus! Como se atreve a fazê-lo? Não tem razão.
      Ela deveria ter fugido da sena e ter contado a Adão e a Deus o que acontecia. Mas não o fez. Permaneceu ali e deu ouvidos a essa voz. Foi aí que cometeu seu primeiro erro. 
   Quanta tristeza proveio de tudo isso! Que preço teria de pagar por entreter-se com o mal! .

21 de janeiro de 2014

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Continuando com mais histórias da bíblia Um dia para Rememorar

História 2

Um dia para Rememorar 
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QUANDO o sol se ocultou no sexto dia da semana da criação, todo o campo mergulhou numa calma maravilhosa. O palrar das aves e o grunhido dos animais do bosque se foram apagando gradualmente, mais e mais, até que finalmente tudo  ficou em silêncio, enquanto apareciam as estrelas e toda a Natureza se banhavam na suave e prateada luz da Lua.
   Em algum lugar do jardim, talvez numa clareira recoberta de musgo, Adão e Eva se sentaram maravilhando-se ante a beleza da noite, como se haviam  maravilhando ante o glorioso esplendor do dia.  Logo, em meio ao silêncio  se ouviu uma voz ~~~terna, bondosa e musical ~~~~que eles imediatamente reconheceram como a voz de Deus. Foi então quando o Senhor lhe disse --- porque deve ter-lhes dito, de outro modo como chegariam a saber? ---- que na Terra, seria um dia santo. Deve ter-lhes dito também como, em seis dias, criara tudo o que os rodeava e que agora, no sétimo dia, Ele e eles descansariam juntos.  
      A Bíblia diz que, "havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera,  descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus de toda a obra que, como Criador, fizera". Deus não descansou porque estivesse cansado, pois Ele era capaz de fazê-lo. Não havia mais nada a acrescentar ao propósito que Ele  tivera em mente. 
      Descansou para dar a Adão e Eva o exemplo, para que eles e seus filhos o seguisse. Como você terá  notado, Deus não apenas "descansou" nesse dia, mas o "abençoou" e o "santificou". Isso nos revela com clareza que Ele não pensava unicamente em Si mesmo, mas também em Seus filhos terrestres.  Deus abençoou o sábado para que este fosse uma bênção para eles. E ainda hoje, depois de seis mil anos, quão certo é que todos os que santificam o sétimo dia encontram nele uma bênção que os demais desconhecem! De alguma maneira maravilhosa a paz e a felicidade do Céu inundam o coração dos que seguem o plano traçado por Deus no princípio para Adão e Eva. 
    Estamos agora observando o feliz par nessa tranquila  e longínqua noite de passado, enquanto ambos escutam reverentes a voz de seu Criador e ficam sabendo de que esse dia, o primeiro que começa para eles na Terra, será um dia santo que passarão na companhia do Criador. 
     Os dois se sentem perfeitamente felizes; e de manhã, quando a luz do Sol os desperta de sua primeira noite de sono, o Senhor os conduz pelo belo jardim que criou para que fosse seu lar. Talvez nesse momento lhes revela alguns dos maravilhosos segredos da criação e , quando se detêm para admirar algumas das majestosas  árvores e os arbustos cobertos de flores, Ele lhe explique como as plantas extraem seu alimento do solo, como a seiva sobe pelo tronco e depois aos ramos, chegando até aos raminhos, ás folhas e ás flores. 
    Talvez lhes explique também como de uma batata pardacenta brote o lindo lírio branco, como um pintado ovinho azul se converte em um canário amarelo, e como uma diminuta maça, dá origem a uma macieira. 
    Pode ser que lhes explique como a abelha recolhe o mel, como a aranha tece sua teia, e como uma vaca vermelha, que come pasto verde, dê leite branco. Talvez lhes revele também os segredos do vôo das aves: como a águia pode sobrevoar as montanhas, e o beija-flor ficar suspenso como um helicóptero. 
     Nunca saberemos exatamente de que falaram nesse dia, mas deve ter sido emocionante caminhar em meio á criação, acompanhados pelo Criador. Mais de uma vez, ao deter-se Adão e Eva, pasmados antes podem haver exclamado: "Grandes e maravilhosas são Tuas obras, Senhor, Deus todo-poderoso!"
 Esse primeiro dia se descanso, culto e comunhão com Deus, deve  ter sido realmente um dia muito feliz. Adão e Eva lembraram e falaram dele durante sua vida inteira.
  Deus deseja que cada sábado seja tão parecido com aquele primeiro sábado, tanto quanto seja possível.  Sinai, disse: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.  Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.  Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus", E para que não esqueçamos, acrescentou: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar  isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou". 
    Milhares de anos depois desse primeiro sábado no jardim do Éden, Deus ainda pensava nele. Não podia esquecê-lo,  e nunca o fará. E por ter sido um sábado tão feliz, tão belo, tão realmente abençoado, Ele quer que todos também o lembrem. Porque cada sábado pode ser como aquele, tão belo e abençoado. Tudo que temos de fazer cada sétimo dia é lembrar-nos de torná-lo santo, de caminhar e falar com Deus, e de adotá-lo como o Criador dos céus e da Terra.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~FIM~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
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20 de janeiro de 2014

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JESUS ACALMA TEMPESTADES

Jesus tinha o poder de acalmar uma tempestade. Ele tem poder para ajudar você em sua vida.

Certo dia Jesus entrou num barco, com os seus discípulos. Jesus disse a eles: - Vamos para o outro lado do lago. Então começaram a atravessar o lago. Enquanto atravessavam., Jesus pegou no sono. Um vento muito forte começou a soprar sobre o lago. O barco começou a se encher de água. Os discípulos pensavam que iam morrer. Então começaram a gritar  e acordaram Jesus, dizendo: - Mestre! Mestre! Nós vamos morrer afogados! Então Jesus se levantou e deu ordem ao vento e á  tempestade. O vento e as águas obedeceram. Ficou tudo muito calmo. Em seguida, Jesus disse aos discípulos: - Onde está a fé que vocês têm? Mas eles estavam espantados e tinha medo. E diziam uns aos outros:- Que homem é este? Ele manda até no vento e nas ondas, e lhe obedecem!  
  (Lucas 8.22-25).

19 de janeiro de 2014

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AS BELAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA SEGUNDA PARTE HISTÓRIA DO ÉDEN Á QUEDA


HISTÓRIA 1
O Jardim-Lar do Homem
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EM algum lugar, entre todas as maravilhas e belezas  do mundo que criara, " plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado". 
      Cultivou você alguma vez um pedaço de terra?  Não é mesmo muito interessante ? Sobretudo na primavera, quando você semeia as sementes e espera que as primeiras folhinhas verdes   brotem. Como é  emocionante ver as plantas começarem a florescer, e depois formarem as espigas de milho, as cabeças de repolho  e de alface, prontas   para serem comidas! Quando, porém, Deus plantou o jardim do Éden, foi diferente . Não precisou semear sementes. Sendo o Criador, fez com que aparecessem num instante árvores e arbustos bem desenvolvidos, cada um em seu lugar, precisamente onde Ele queria  que estivessem.  Podia dizer: " Aqui quero um grupo de cedros e ali um bosquezinho de prateadas  bétulas", e estes apareciam á Sua palavra. Se ordenava que uma colina se cobrisse de pinheiros e outra de carvalhos,  assim acontecia.  Se desejava que um vale  se vestisse de gladíolos alaranjados e outros de fragrantes jacintos, assim ocorria.

Adão e Eva se amavam mutuamente e desfrutavam
 de tudo que Deus lhes dera. Sentiam-se
felizes cuidando do belo jardim cheio de videiras,
árvores frutíferas e fragrantes flores. 
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Quão glorioso deve ter sido, pois o jardim que Ele plantou especialmente para Seus amados Adão e Eva! Somente quando pensamos em algumas das maravilhas da Natureza que hoje conhecemos e de que tanto gostamos, podemos imaginar o esplendor daquele jardim. 
   Notemos que, embora Deus os tivesse feito rei e rainha  do mundo, não lhes construiu um palácio; embora lhes houvesse dado prata e ouro  em abundância, não erigiu para  eles uma casa de pedra, com pisos de mármores e luz elétrica. Em vez disso , fez para eles um lar entre as árvores e as flores. 
    Essa casa tinha por paredes, palmas, abetos, bordos, e por piso, a terra fofa e perfumada, recoberta de campainhas, rosas e verbenas. O teto era formado pelos ramos das árvores e, mais além daqueles, a luminosa abóbada celeste, onde o Sol alumiava de dia e a Lua e as estrelas de noite.
   Não havia necessidade de cobertura, porque naquele longínquo dia em que nasceu o mundo, não se conheciam nem  a chuva nem as tormentas. Em vez disso, saía da terra "uma neblina" "e regava toda a superfície do solo". 
     No primeiro lar do homem não havia dormitórios tais como hoje conhecemos, mas cômodos rincões entre os arbustos, cobertos de suave musgo, ou leitos ensombrados de flores junto a cristalinas correntes de água. A sala de visita era e ladeira de uma colina, com vista para alguma baía ou enseada arenosa do lago vizinho. A sala de música entoavam seus lindos cantos. A cozinha e a despensa estavam constituídas pelas videiras e árvores carregadas de coisas boas para comer-se. 
     O homem, sem dúvida, jamais construiu um lar tão belo, tão tranquilo e tão perfeito como o jardim do Éden, que  há tanto tempo plantou o Senhor. 
     Quão felizes devem ter-se sentido Adão e Eva quando, de mãos dadas, percorriam todo o belo lar que haviam recebido ! Quase posso escutar Eva dizendo: 
      ----Adão, olhe essa linda flor! E essa, ! Cheire seu perfume. Que perfume gostoso exala! Que lugar maravilhoso para morar!
      Enquanto passeavam, logo se aproximaram de duas árvores muito singulares, diferentes de todas as demais que haviam visto até o momento, ambas carregadas de frutos, de cores muito vistosas. Enquanto admiravam  essa  nova maravilha antes seus olhos, Deus Se aproximou deles para dizer-lhes que se encontravam bem no centro do jardim e que uma das árvores que contemplavam era  "a árvore da vida" e a outra, a " árvore do conhecimento do bem e do mal". Deu Deus a Adão " esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore  do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". Morrer? se admiraram. Que quer dizer Deus ? E por que plantou Deus no jardim uma árvore da qual não devemos comer? Sem haver resolvido o enigma, continuaram felizes, caminhando juntos, enquanto o sol se escondia além no horizonte.

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11 de janeiro de 2014

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A MAIS ENCANTADORA CRIATURA DA CRIAÇÃO

ENQUANTO Adão observava os animais que gozavam os tépidos raios do Sol ou que brincavam alegremente no prado, logo percebeu que todos andavam aos pares. Cada animal tinha uma companheira. Ao lado do majestoso leão, caminhava uma mansa e esbelta leoa. Atrás do elegante cervo ia uma graciosa gazela. Acompanhando o poderoso touro, caminhava uma gentil vaca. Pero do tigre, estava a tigre fêmea. Ao lado do urso, marchava a ursa. Não longe do coelho, saltitava uma coelha, e o mesmo acontecia com a girafa, a zebra, a rena, o raposo e o esquilo. 

  Adão se encontrava sozinho. Por certo que os animais, tanto quanto podiam, se mostravam amigáveis com ele e quando os chamavam, paravam e o olhavam com olhos expressivos e assombrados, mas não lhe respondiam sequer uma palavra. O cão era o que mais parecia entendê-lo e agia como se quisesse falar-lhe, mas tudo que conseguia fazer era ladrar, saltar e mover a cauda. Adão deve ter perguntado a si mesmo repetidamente por que era que não tinha uma companheira e talvez até começasse a procurar uma. Talvez chama-se, esperando que alguém, semelhante a ele, ouvisse sua voz e lhe respondesse. Pode ser que acalentasse a esperança de que de repente aparecesse um ser que pudesse ser sua companheira e amiga especial. Mas não viu a ninguém.  Pensando nisso, recostou-se na relva e o sentimento de solidão foi aumentando. A Terra era muito bela, os  animais se mostravam amigáveis e divertidos; mas ele não encontrava ninguém com quem pudesse compartilhar seus pensamentos e sentimentos, alguém com quem pudesse conversar; isto é, ninguém , exceto Deus. 
     Logo Adão sentiu muito sono, e ele estranhou, pois nunca dantes sentiria assim. Que estava acontecendo?  Procurou manter-se desperto, mas não pôde. O sono foi-se apoderando mais e mais dele até que finalmente lhe foi impossível manter os olhos abertos por mais tempo, e dormiu profundamente, perdendo a noção de tudo o que rodeava: a terra, as flores, as árvores, os animais; tudo se desvaneceu e desapareceu de sua consciência . 
    Nesse momento Deus voltou a aproxima-se dele como da primeira vez, quando soprou em suas narinas o fôlego da vida, e com um toque rápido de sua  prodigiosa mão criadora, tirou-lhe uma costela e fechou o ferimento com admirável perícia.
    "E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher".
      Coisa estranha fez Deus! Se Ele pôde fazer o Sol, a Lua e as estrelas ao somente dizer: "Haja luzeiros no firmamento dos céus"; se pôde criar todos os animais mais apenas á ordem de : "Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie", por que não dizer : "Seja uma mulher"? Por que, depois de criar a Adão, a criatura mais maravilhosa deste mundo novo, tornou uma costela de seu corpo perfeito para criar com ela a companheira do homem?
      Deus deve ter tido uma boa razão para agir dessa maneira, e gosto de pensar que Ele queria que Adão soubesse  que sua esposa era realmente parte  dele mesmo, e portanto devia tratá-la sempre como se tratasse de si mesmo. A Bíblia nos diz que Deus fez Eva para ser "uma auxiliadora que lhe fosse idônea". 
Que belo pensamento esse! Ela havia de estar sempre a seu lado, ajudando-o, trabalhando com ele, e com ele devia fazer planos e compartilhar as alegrias da vida.
     Contemplando, porém, novamente Deus dedicado á sua obra. É-nos dito que da costela de Adão "formou"  a mulher. Do mesmo modo como " formara" ao homem do pó da terra, assim agora, co infinita sabedoria e destreza, formou aquela que seria a mãe de toda a raça humana. Quão perfeitamente modelou as faces de seu belo rosto! Com quanta graça dispôs seu cabelo comprido e ondulado! Com que amante solicitude colocou em sua mente e coração toda a ternura, toda a suavidade, toda a doçura, toda a infinita, provisão de amor que Ele anela que cada mãe possua! 

     Em menos tempo do que leva para contar, ali estava perante Ele, o ser mais belo de toda a criação, em cujos olhos resplandecia o gozo de viver, e cujo sorriso emprestava a seu rosto uma beleza incomparável.
   E agora, quando Deus "trouxe-a a Adão", Eva, cheia de graças, deu os primeiros passos. 
   Olhou a Adão, que dormia sobre a relva, e perguntou a si mesma quem poderia ser. 
    Sonhando talvez com a companheira que esperava encontrar algum dia em alguma parte deste admirável, tão encantadora que Adão mal podia crer ser real. Ao olhar seus olhos radiantes, bondosos e compreensivos, deu-se conta que de fato essa era a companheira de sua amiga querida que tanto anelara ter.  "E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada". 
     Isso é amor á primeira vista. Ambos, instantaneamente, pareceram perceber que pertenciam um ao outro. Ansiosamente entrelaçaram as mãos e saíram caminhado juntos. Como rei e rainha da gloriosa Terra nova, percorreram os campos cobertos de flores, as colinas salpicadas de árvores, a praia banhada pelas ondas, explorando os prodígios  da criação de Deus e maravilhando-se pela glória de seu poder. 
   Enquanto isso, não longe dali, observando-os em silêncio com terno amor, e sorrindo pela completa felicidade de ambos, estava o próprio Deus, cujo gozo estava completa neles.

8 de janeiro de 2014

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A PRIMEIRA REFEIÇÃO DE ADÃO

DE pé, Adão contemplou pela primeira vez o belo mundo no qual se encontrava, e me perguntou: Que terá pensado? Que terá dito? Não tinha, naturalmente, ninguém com quem falar, exceto consigo mesmo e com os animais. Não preciso  dizer que havia curiosos, não é verdade? Quase posso ver um cão lambendo-lhe a mão e um gato esfregando-se nele para chamar-lhe a atenção.         Procedentes de todas as direções, aproxima-se outros animais; talvez um leão e um elefante, um urso e um castor, um corpulento urso-gato e um diminuto esquilo: todos se mostram muito amigáveis e, de algum modo, parecem admirar o ser que está perante eles, e indubitavelmente o reconhecem como seu guia e amo. E quando começa a andar sobre o macio tapete verde de relva, seguem-no alegremente, saltando e brincando a seu redor. E enquanto a grande procissão ascende a colina e percorre o vale e passa perto do lago sombreado e do arroio cristalino, todo o ar está cheio das vozes jubilosas de todos os animais que dão as boas -vindas ao homem.

AS BELAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA
     
Quando Adão se detinha para admirar alguma das maravilhas recém-criadas, alguma majestosa árvore ou bosque iam aparecendo mais e mais animais, e as aves que voavam desciam também para ver o que se passava. O instinto dizia a todos  eles que esse ser de nobre estatura e belo aspecto, de  maneiras gentis e em cujos olhos fulgurava a inteligência, recebera o "domínio sobre todos os animais domésticos, sobre as aves  dos céus, sobre todos os répteis que rastejam pela terra".  Ninguém se sente oprimido pelo medo. Adão não teme o tigre que segue de perto, nem  o tigre o teme. O cervo brinca sem receio com o leopardo, e os antílopes, búfalos, camelos, dromedários e cangurus passeiam juntos em perfeita paz e harmonia. Adão, ao vê-los comer, também se lembra que tem apetite. Mas, que há ali para ele comer? Seus olhos se detêm numas uvas de cor púrpura que pendem de uma vide; depois nota umas cerejas vermelhinha e em seguida as nozes de uma nogueira. Será esse  seu alimento? Enquanto está pensando nisso, ouve a voz de Deus lhe dizendo: " Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de toda a Terra, e todas as árvores em que há frutos que  dê sementes; isso vos será para mantimento".
      De maneira que Adão pode escolher. Todos esses frutos são para ele. Mas com tantas coisas boas a seu alcance, é difícil escolher o que comer primeiro. Uma banana, talvez, ou uma maça, ou algumas amêndoas, ou nozes, ou um cacho de uvas? Que problema!
      Nunca chegaremos a saber o que foi que Adão comeu.
      


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5 de janeiro de 2014

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DEUS CRIA O HOMEM


FEZ você planos alguma vez para dar uma surpresa a sua mamãe? Talvez em seu aniversário? Estou certo de que o fez . Foi talvez alguma coisa que comprou para ela ou algo que você mesmo confeccionou. Talvez uma torta, ou bombons, ou um quadro ou alguma coisa bordada. Fosse o que fosse; sei que você mal podia esperar o dia para lhe entregar . Que emoção sentia você á medida que se aproximava o dia da entrega do presente! 
       Emoção semelhante deve haver experimentado Deus no sexto dia de criação, porque esse dia ia ser também um dia de presente de aniversário, dia em que seria festejado o nascimento de alguém, e Ele o sabia. 
      Passara toda a semana preparando o presente. E que presente! Um mundo inteiro. Um mundo maravilhosíssimo, cheio de tesouros: ouro, prata e pedras preciosas; com abundante alimento: nozes, frutas, cereais e água, água pura e cristalina; um mundo repleto de belezas: árvores, arbustos e flores; um mundo povoado de maravilhosos seres viventes: aves, peixes e animais de toda espécie e cor, animais para serem estudados e com os quais brincar e divertir-se. Que presente extraordinário!
     Sim, e durante todo o tempo em que Deus estivera preparando Seu presente, pensava nesse alguém a quem o ia entregar e dizia de Si para Si: "Espero que desfrute; creio que o fará feliz. Ele tomará conta de todas as coisas que criei para seu deleite, e em troca Me dará seu amor."
    Quando, finalmente, tudo estava pronto, e Deus criará tudo que pensava que faria deste mundo um paraíso, disse: 
     "Façamos o homem á nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar , sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a Terra e sobre todos os répteis que rastejam pela Terra.
     "Criou Deus ,pois, o homem á sua imagem, á imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou".  
    " A sua imagem"! A semelhança de Deus! Coisa admirável!
      Deus poderia ter dito: "Façamos o homem á semelhança do macaco". Mas não o fez . Poderia também haver dito: "Façamos o homem como um leão,  contanto que seja maior e mais forte". Entretanto, tampouco tempo o fez assim. Poderia ter dito: "Façamos o homem como uma águia e demos-lhe asas para sobrevoar as mais altas montanhas". Não o fez, porém. Em vez disso escolheu criar o homem á Sua semelhança. Não poderia haver-lhe conferido honra mais alta nem lhe demostrando maior amor.
      " Formou o Senhor Deus ao homem do pé da terra". 
        Quando Deus fez os animais e as aves, " disse... e assim foi feito". Os animais saíram da terra saltando e brincado ao mandado de Sua voz. Quando,porém, criou o homem, foi diferente. Deus o "formou". Com sabedoria, paciência e ternura infinitas, modelou a nobre cabeça, o rosto gentil, o corpo vigoroso. E pôs nele algo mais maravilhoso que a tele-visão: a faculdade de ver; algo mais extraordinário que o radar: a faculdade de pensar e de falar e de recordar. E o mais surpreendente de tudo, Deus o capacitou para amar, para rir re adorar. 
       A obra finalmente ficou completa quando o Criador, com infinita suavidade, deu os últimos retoques em Sua obra-prima. E ali, sobre a terra da qual fora formado, jazia o homem: o primeiro homem, silencioso e imóvel, como uma bela estátua, aguardando o dom da vida. 
     E Deus "lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". 
     Quão perto deve ter Deus estado dele! Tão perto que a boca de Deus tocou a boca do homem! Talvez, quem sabe! o Criador o beijou. Talvez havia também lágrimas de amor em seus olhos quando se inclinou sobre a maravilhosa criatura que formara, tão semelhante a Si mesmo, tão cara a seu coração. Depois enquanto Deus lhe sussurrava algo ao ouvido, inspirando suave, terna e amorosamente Sua própria vida nele, Adão despertou e contemplou o rosto de seu Criador.

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4 de janeiro de 2014

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APARECEM OS ANIMAIS


DURANTE umas poucas horas os pássaros se sentiram donos do mundo. Voaram alegremente pelo espaço azul, pousaram nos galhos das árvores, caminharam pelo prado florido ou se estenderam a tomar sol.
      Deus, porém, não criara este mundo maravilhoso somente para eles. Nas primeiras horas da manhã do sexto dia, ouviu-se um rugido estrondoso que provinha  de uma das clareiras do bosque. As aves que descansavam nas árvores próximas, levantaram vôo, piando agitadas pelo que ouviram. Mas depois, vencidas pela curiosidade, voltaram a seus lugares e eis antes sua vista uma figura majestosa, de cor amarelo-ouro, de digna e bela aparência, que de um rei. Era nada menos que o primeiro leão que palmilhava a Terra.
   Mas olhe ali! Que pode ser isso? É um animal tão raro! Tem quatro patas compridas que combinam com o interminável pescoço que se arremata numa carinha muito singular. Uma girafa, naturalmente!

AS BELAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA
Que é isto aqui? Um enorme animal com patas tão grossas como troncos, e umas orelhas que parecem suaves quebra-luzes, dependurados aos lados da cabeça. Tem olhos muito pequeninos e o nariz que se  prolonga em uma espécie de tubo comprido que move em todas as direções, para cima e até o leva á boca. Pode você imaginar quanto terá Se alegrado Deus criando o elefante?
Aqui temos uma parelha de cavalos. Teriam sido negros ou alazães? Com que elegância passam galopando com a cabeça erguida e a crina ao vento, ferindo o solo com os cascos, e marcando perfeitamente o ritmo em sua marcha! E agora, um casal de zebras todas listadas! Aqui vêm os leopardos, cheios de manchinhas; um crocodilo, correndo com suas patinhas tortas; um hipopótamo caminhando a passo lento, e abrindo desmesuradamente sua enorme boca; um camelo, com suas duas gibas; um servo com seus chifres; um urso com seu sobretudo comprido e felpudo. Que procissão! E pensar que Deus os fez a todos em um tempo tão curto! Esta, porém, não é nem a metade da história. Ele fez não somente os animais grandes mas também os pequeninos. Olhe aqui agora! Vem um cão que ladra e corre de um lado para outro; um gato que caminha majestosamente; um macaquinho que se balança nos galhos; uma toupeira que escava afanosamente a terra, para esconder-se; um camaleão que muda de cor cada poucos segundos; um esquilo de cauda grande e esponjosa que procura ás escondidas algo para enterrar. E todos estes animais foram criados num só dia! É algo tão prodigioso que sobrepuja nosso entendimento. Imagine! Cada um destes admiráveis animais não somente foi trazido á vida mas foi dotado da capacidade de ver, de ouvir, de cheirar, de gostar e comer, como você e eu fazemos. Mais ainda, a cada um foi concedida  a faculdade de reproduzir-se, isto é de terem filhinhos parecidos a eles. Você pode desenhar animais num papel; ou pode modelá-los em barro ou massa; mas não pode fazer com que vivam. 
Não . Não podemos criar animais vivos, nem sequer podemos fazer um sapo ou um mosquito. Deus , porém, pode fazê-los. E os fez. Cada animal e cada inseto teve um começo em sua mente criadora e, ao som de sua voz, surgiram da terra obedecendo a seu mandado. "Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez Deus os animais selváticos, segundo  a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom". 
Deus Se comprazeu em sua obra. "Era boa", e Ele se sentia feliz. Suas criaturas também eram felizes e estavam em paz. A criação, porém, não estava terminada. Faltava alguma coisa. Restava criar o mais importante de tudo. E Deus deixara isto para o final.


3 de janeiro de 2014

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DO SILÊNCIO SURGE UM CANTO

MUNDO que Deus criara era um lugar de indescritível beleza, mas apesar de toda sua formosura, era um mundo silencioso e vazio. 
Ao amanhecer o quinto dia, nem um som era ouvido em qualquer lugar, a não ser o sussurro do vento nas árvores e o marulhar das ondas nas praias. 
Não havia ali leões que rugissem, nem elefantes que barrissem nalguma clareira do bosque, nem sequer uma rã que coaxasse nos lagos cobertos de samambaia.
Nenhum cão ladrava, nem uivava um coiote, ou grasnava um corvo. 
Tampouco se ouvia som algum de voz humana. 
Nenhuma criança gritava ou ria. 
Quão silencioso deve haver estado tudo!
Deus, porém, não queria um mundo vazio e silencioso.
Ele estava criando a Terra para que fosse habitada, e todos os preparativos que fizera no primeiro dia, no segundo, no terceiro e no quarto, tinham o propósito de preparar um lar para uma infinidade de seres viventes.
De maneira que, sob os cálidos e brilhantes raios do Sol que brilhavam a paisagem florida e o profundo mar azul, Deus Se pôs de novo em ação.
"Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus.
"Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejavam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. 
E viu Deus que isso era bom.
"E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves". 
Que dia foi esse! Dia maravilhoso! Não queria você realmente ter estado ali? Eu queria. Eu teria gostado de ver quando Deus fazia o primeiro peixinho colorido, o primeiro salmão prateado e quando enviava para as águas a primeira baleia que surgiria do mar como um gigantesco submarino.
Quando haverá Deus Se alegrado ao criar os animais marinhos! Mas como pôde pensar em tantas espécies? Projetou a corpulenta toninha, a diminuta truta parda, o maravilhoso peixe-agulha azul e a reluzente sardinha, o pequenino barrigudinho, o peixe-roda, o peixe-espada, a estrela-do-mar, o molusco, o caranguejo, o camarão, a lagosta e a enguia.
Nem se quer posso começar a pensar em todos eles. Mas Deus pensou em todos  eles.
Projetou e criou a todos em um dia, diferentes, com a faculdade de viver, de mover-se e de respirar... respirar embaixo da água!
Quão admiração! E como se criar mil variedades de peixes, todos de uma vez, fosse pouco, nesse mesmo dia fez também as aves. 
Sua mente prodigiosa planejou a envergadura da águia, a vistosa plumagem do pavão, o brilhante colorido do papagaio, a habilidade do melro para imitar outros pássaros e a habilidade do beija-flor de voar para tráz. Olhe ! Olhe bem para eles! Que espetáculo maravilhoso! Centenas e milhares de aves de todo tamanho, forma e cor que se levantam da terra batendo as asas, ascendendo a descendo em rápidos vôos, indo daqui para ali, animados no pleno gozo de viver.
Que é isto agora? O silêncio foi finalmente quebrado. Procedentes de todas as partes, chegam melodias. São as aves que começaram a cantar! O ar se enche de doces canções.
De lonje chega o canto suave da cotovia; dentre a espessura do bosque se ouve a incomparável melodia do rouxinol. Aqui o incessante palrar dos pardais e ali o arrulhar das pombas enquanto que os cucos, sabiás, noitibós e pintassilgo elevam seus festivos hinos de louvor ao Criador. Que coro estupendo! "Houve tarde e manhã, o quinto dia".

2 de janeiro de 2014

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OS PRIMEIROS RAIOS DO SOL


 Em três curtos dias o globo, que houvera estado recoberto pelas tenebrosas águas do abismo, transformou-se num paraíso de beleza. Elevando-se das profundezas do oceano, a terra aparecera graças á intervenção de uma poderosa e invisível força. Da mesma forma repentina e maravilhosa, os novos continentes e as ilhas se recobriram de relva e de flores, de arbustos e árvores de toda forma, tamanho e cor. Chegou agora o quarto dia. Transcorreu a noite e está despontando o dia. Uma suave luz procedente da luminosa nuvem em cima no "firmamento" ou atmosfera, embeleza como nunca a obra realizada por Deus no dia anterior. Mas observe! Está ocorrendo algo, mais além; a nuvem está se rompendo. Olhe! De detrás dela sai uma luz brilhante, vê-se como uma bola de fogo. Que poderá ser? É o sol! Logo seus primeiros e suaves raios banham o lindo panorama, tornando-o cada vez mais semelhante a um país encantado. As flores voltam suas corolas em direção á brilhante esfera como que elevando suas frondes e as árvores seus galhos em alegres boas-vindas ao astro-rei. Pela primeira vez  toda a beleza do mundo recém-criado é descoberta perante os habitantes do Céu. É como se Deus houvesse descerrado uma cortina para permitir-lhes contemplar as maravilhas da criação e compartilhar com Ele o gozo que lhe proporciona a obra de Suas mãos. Então são ouvidos os acentos de uma música distante e maravilhosa enquanto "as estrelas da manhã" juntas cantam e "todos os filhos de Deus" prorrompem em cantos de alegre louvor.  Á medida em que a nuvem se dissipa, aparece em redor do Sol um círculo azul que, ao refletir-se nos lagos e mares, lhes confere as soberbas transparências de sua própria cor de safira.      Então aparece a Lua, pálida e opaca por enquanto, esperando que o Sol se oculte e chegue a noite para que ocupe seu lugar de alumiar o mundo.  "Disse também Deus : Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros n firmamento dos céus, para alumiar a Terra. E assim se fez. Fez o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas. "E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra, para governarem o dia e a noite, e fazeres separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.  E certamente era bom, muito bom, e muito necessário; porque sem a luz e o calor do Sol, a infinidade de plantas e árvores que Deus criara não poderiam haver durado muito. Ele o sabia, e em Sua sabedoria fez provisão para tudo. Teve em conta também que os animais que estava para criar desfrutariam do sol e que sem ele não lhes seria possível manter-se sadios e vigoroso. Sabia também que ao homem o sol proporcionaria deleite e lhe seria uma necessidade, e foi especialmente por sua causa que aqueles primeiros raios brilharam sobre a Terra.   Deus, ao realizar Sua obra, tomava em conta não apenas as necessidades do dia presente ou do seguinte, mas de todos os dias e anos que haviam de seguir depois. Para Ele, este mundo não era um brinquedo que desprezaria, quando Se cansasse dele, mas o criava para a eternidade. Por isso dispôs que o Sol e a Lua não só marcassem o transcurso  dos dias, mas das "estações" e dos "anos"; muitas estações e mitos anos. Se o homem que estava para criar decidisse amá-Lo e obedecer-Lhe, poderia desfrutar desta gloriosa Terra pelos séculos sem fim.  E embora não houvesse ainda o homem, estou certo de que no mais profundo de Seus coração aninhava a esperança de que todos os anos do ser que havia de criar, fossem anos felizes, anos que nunca terminassem; que o Sol jamais marcasse um dia triste em sua vida, nem a Lua, uma noite de dor. " Houve tarde e manhã. o quarto dia".

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